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PROGRAMA DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL - PAIF
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E LEGAL
De acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional da Faculdade Sul Brasil – Fasul, 1999, “A consolidação de um sistema de Avaliação Institucional na Faculdade Sul Brasil – Fasul, como processo consistente, permanente e sistemático, é considerada essencial para assegurar o alto grau de qualificação que a Instituição pretende manter”. Qualidade em instituições que ministram ensino superior significa, hoje, não apenas manter a excelência acadêmica, mas também atender com presteza e, até mesmo, com antecipação os desafios colocados pela modernidade. Em decorrência do ritmo com que as mudanças estão se processando, em virtude sobretudo dos avanços científicos e tecnológicos e do fenômeno da globalização da economia e da cultura, os processos de formação superior têm de estar constantemente evoluindo. Para manter-se em sintonia com as exigências colocadas pela sociedade em mudança, a Instituição realiza constantes reavaliações e atualizações no ensino que ministrará, estabelecendo como regra que os currículos de seus cursos estejam constantemente abertos para o novo, sem perder a consistência teórico-metodológica.
A Instituição disponibiliza todas as condições necessárias para a manutenção deste programa de avaliação que deverá em cada etapa fornecer dados significativos para que no processo de auto-avaliação, haja reflexões sobre necessidades de inovações pedagógicas e tecnológicas, redefinição de programas e metodologias e correções de rumos. E principalmente que haja atenção na relação de professores com os acadêmicos e com as ciências, as tecnologias e as artes.Este programa não terá, portanto a pretensão de somente medir e classificar, será voltado a efetividade científica e social, será capaz de compreender os dinamismos e as tendências sendo formativa e construtiva e não de controle sempre integrado a um sistema real de avaliação. Este programa visa atender a todos os aspectos inerentes a organização e funcionamento da Instituição como um todo, constituindo-se na base para o planejamento institucional. A implementação desse programa deu-se de forma gradativa, envolvendo todos os componentes da comunidade acadêmica num processo constante de reflexão e estudo.
Para tal, foi constituída a Comissão Própria de Avaliação- CPA, em conformidade com a Lei Nº 10.861, DE 14 DE ABRIL DE 2004, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Da República , publicada no DOU de 15/04/2004. Com as atribuições de condução dos processos de avaliação internos da instituição,de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP.
Processo significa que a avaliação interna será feita continuamente, no decorrer das atividades, desenvolvida permanentemente. Por isso, cabe institucionalizar instrumentos que permitam o acompanhamento contínuo da instituição em suas mais diversas esferas de atuação.
Além de avaliar o desempenho da Instituição, com vistas ao aperfeiçoamento e a modernização do Plano de Desenvolvimento Institucional, na busca da excelência das atividades acadêmicas, espera-se ainda verificar até que ponto os objetivos estão sendo alcançados no tocante à consubstanciação na práxis da concepção de cada curso.
O processo de avaliação institucional na Faculdade Sul Brasil - Fasul deverá ter como pressupostos básicos: avaliação segundo parâmetros de julgamento derivados da própria concepção da missão da Instituição, sua filosofia, metas e objetivos; abrangência, no sentido de envolver todas as pessoas que formam o universo da Instituição, bem como todas as atividades desenvolvidas nas diferentes esferas; desvinculação de mecanismos de premiação e punição; legitimação perante a comunidade acadêmica pela seriedade de princípios, clareza de objetivos, fidedignidade dos instrumentos utilizados, transparência em suas ações; divulgação e discussão dos resultados obtidos, utilizando-os para a implementação de ações de melhoria e aperfeiçoamento da Instituição.
O Programa deverá avaliar, aspectos concernentes a: currículo, corpo docente, corpo discente, corpo técnico-administrativo, infra-estrutura, regime acadêmico, pesquisa, extensão e pós-graduação.
A avaliação é fundamentada num referencial teórico metodológico do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior –SINAES, Ministério da Educação e Cultura, setembro de 2003, que permite a definição de objetivos e de parâmetros de julgamento. A aplicação dos instrumentos, coleta, organização, análise e interpretação das informações, avaliação dos resultados, elaboração de relatórios e divulgação e ações de intervenção nos resultados.
Aos resultados da avaliação interna, serão agregados os da avaliação externa, num amplo processo de reflexão capaz de levar a encaminhamentos que redefinem o Plano de Desenvolvimento Institucional.
Como culminância do processo de avaliação, a Comissão Própria de Avaliação juntamente com todos os dirigentes da instituição deverão envolver-se num trabalho de reflexão e autocrítica, do qual resultarão ações capazes de solucionar problemas e falhas, corrigir rumos, aperfeiçoar atividades, reforçar pontos positivos e, conseqüentemente, garantir os altos padrões de qualidade que a Instituição se propõe a manter.
JUSTIFICATIVA
A avaliação institucional da Fasul é um mecanismo de melhoria da qualidade de ensino e da instituição, favorecendo um contínuo aperfeiçoamento do desempenho acadêmico e da gestão da Fasul.
A avaliação deverá ser participativa, coletiva, crítica e transformadora dos sujeitos (docentes, discentes, funcionários e a comunidade externa) envolvidos. Além disso, a médio prazo, podem ser envolvidos discentes egressos e empregadores.
Entendida como um processo permanente, a avaliação será utilizada como um instrumento para identificar problemas, corrigir erros e promover mudanças.
OBJETIVOS
A avaliação institucional da Fasul tem como objetivos:
- sensibilizar constantemente os diferentes segmentos: docentes, discentes e funcionários para a importância da avaliação como um instrumento de melhoria da qualidade;
- acompanhar a implantação do projeto pedagógico dos cursos da Fasul, identificando possíveis problemas visando a melhoria necessária;
- assegurar qualificação satisfatória do egresso da instituição de acordo com os objetivos de cada curso
METODOLOGIA DO PAIF
A implantação da avaliação institucional da Fasul atenderá os seguintes princípios:
- Manter a “cultura de avaliação” considerando a importância da avaliação como um processo dinâmico a qual não pretende ameaçar ou punir mas apontar as deficiências para um contínuo desenvolvimento.
- A avaliação deverá ser desejada por todos como um instrumento que ajudará professores e alunos a uma melhoria contínua. Deverá estar ligada aos resultados obtidos e ao que deverá ser feito para melhorá-los.
- Os resultados da avaliação devem proporcionar mudanças rápidas e correção dos problemas que prejudicam o desempenho dos docentes, dos cursos e da instituição.
- A avaliação deve envolver aspectos quantitativos e qualitativos.
- Para que a avaliação tenha êxito é importante que contemple, ainda, os seguintes aspectos: abrangência, periodicidade, comunicação, objetividade, credibilidade e utilidade.
ETAPAS DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA FASUL
Sensibilização. Os veículos de comunicação e os eventos da fase de sensibilização deverão atingir todas as pessoas em todos os níveis e áreas acadêmicas. Esta etapa será coordenada pela Comissão Própria de Avaliação que definirá diversas formas de alcance das pessoas: seminários, reuniões, divulgação de artigos e outras formas de comunicação.
Diagnóstico. Esta etapa descreve a situação atual de cada curso a partir do cadastro, documentos e outras informações disponíveis no sistema SAGRES:
- Demanda (candidato/vagas, distribuição por sexo e idade, origem geográfica, características dos alunos admitidos, resultado obtido no exame de entrada, grau de utilização da capacidade de admissão).
- Corpo docente (número de professores, qualificação, especialidade por área ou sub-área dentro programa).
- Pessoal de apoio (técnico-administrativos, funções)
- Utilização de recursos docentes e pessoal de apoio (taxa de aluno por docente, taxa de aluno por funcionário, horas/aula por professor).
- Custos de infra-estrutura (custo de ensino por aluno, custo gerais de ensino por aluno graduado, área construída, acervo bibliográfico, multimeios)
- Desempenho do Aluno (taxa de retenção, proporção de alunos evadidos, proporção dos alunos nos exames por ano, número de vagas oferecida/número de vagas preenchidas – taxa de ociosidade)
- Pesquisa e bolsas de estudo (número de projetos de pesquisa concluídos e em andamento, recursos externos captados pelos projetos e produtividade dos professores, número de estudantes participantes dos projetos de pesquisa)
Avaliação Interna . Esta etapa será realizada através de mecanismos tais como: coleta de dados, análise das tendências, questionários, entrevistas, trabalho em grupo, visita de especialistas. Todos os dados devem ser interelacionados, com a finalidade de produzir argumentos que possam provocar mudanças no curso e na instituição. O relatório que deverá ser elaborado no final desta etapa levantará questões, estimulará a discussão e servirá de subsídio para a avaliação externa.
Avaliação Externa (Entidades/Profissionais ). Os avaliadores externos poderão ser especialistas de outras universidades, empregadores, ex-alunos e representantes de associação de classe. O relatório de avaliação externa deve evidenciar os pontos positivos e negativos relativos a qualidade do currículo, disciplinas, corpo docente, aspectos administrativos e infra-estrutura.
Análise e Relatório das Informações. Serão analisadas as informações levantadas nas etapas anteriores, e elaborado o relatório final da avaliação institucional o qual subsidiará o plano de ação e intervenção.
Plano de Ação e Intervenção . O Plano de Ação e Intervenção deverá sugerir as estratégias necessárias, o papel dos responsáveis pela mudança, o cronograma, os mecanismos a serem utilizados e a caracterização do resultado final desejado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A avaliação neste programa será um processo contínuo que balizará as intervenções existentes em cada etapa. O próprio dinamismo do contexto institucional faz com que esta avaliação esteja em constante adaptação. |